segunda-feira, 5 de abril de 2010

"O plano divíno para sua família"


"...Eu e minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24.15)

...A família que adora a Deus é base segura para a vida moral e espiritual do mundo
Cerca de 474 vezes, na Bíbila é mencionada a família, quase sempre relacionada com o chefe da mesma, por exemplo: a família de Rúben, a família de Elimeleque, etc. Além destes destaques, em muitas outras ocasiões ocorrem referências à família designada por casa ou geração - a casa de José, a geração de Terá.

DEFINIÇÃO DE FAMÍLIA -

O que é família? a família não é um grupo de pessoas rivais alheias aos interesses umas das outras. Em termo de unidade, é o conjunto de todas as pessoas presentes, que vivem sob o mesmo teto, sob a proteção ou dependência do dono de casa ou chefe da família, que vivem na intimidade da lar, que se comunicam, que se amam e se ajudam reciprocamente.

OS FILHOS SÃO HERANÇA DO SENHOR -

Os filhos são dados por Deus. Os pais devem esperá-los na expectativa de conforto, e não de cruzes; de bênçãos, e não de peso. Satanás tem ganho terreno na guerra contra afamília. A ingratidão e rebelião dos filhos têm resultado na desafeição dos pais, a ponto de tentarem evitar filhos por meios prejudiciais à saúde, ou mesmo criminosos - o aborto por exemplo. Os crentes em Cristo, ao contrário, devem ter consciência de que os filhos não só lhes pertencem, mas também são filhos de Deus

TODA A FAMÍLIA NA CASA DE DEUS -

"Subiu aquele homem, Elcana, com toda a sua casa, a sacrificar ao Senhor o sacrifício anual e a cumprir o seu voto". Compare Ec 5.4 . Deus tem planejado a salvação para toda a família. A promessa de Deus é: "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa"(At 16.31)
ASPECTOS DO PLANO DIVINO PARA A FAMÍLIA -

Deus honra a nossa fé e o nosso ardente desejo de ver nossos filhos dedicados à Sua obra. Consideramos o seguinte:
a) deve ser do nosso reconhecimento que os filhos são rebentos dedicados a Deus, porque dele os recebemos. Também recordemo-nos de que estes pertencem ao Senhor por direito soberano, embora permaceçam conosco, para nossa alegria;
b)os filhos que entregamos a Deus podem ser considerados como a Ele emprestados. A isto Deus retribuirá com abundantes bênçãos. A mais disto, o êxito dos nossos filhos ao permanecerem firmes na fé e trilharem junto conosco os retos caminhos do Senhor, é sobremodo gratificante;
c)os filhos educados nos caminhos do Senhor podem aprender a adorar a Deus desde a infância, pois lemos: " Samuel ministrava perante o Senhor, sendo ainda mancebo" (1Sm 2.18).
d)o ambiente da família é o mais apropriado para a adoração a Deus.
"Sujeitai tu e tua família a Deus, e tua casa encherá de maravilhas sem fim."
(Pr. Francisco Ribeiro Novaes)

sábado, 3 de abril de 2010

"Como Aquela Mulher"




Como aquela mulher
Que não se envergonhou
Humilhada e ferida se prostrou
E não se importou com quem olhou e à julgou

Como aquela mulher
Que não se envergonhou
Humilhada e ferida se prostrou
E não se importou com quem olhou e a julgou

Derramo minhas lágrimas
E lavo os teus pés
Vejo seu sorriso
Seus olhos de amor
Esqueço de tudo
Já não sinto mais dor
Onde está aquele que me acusou

E é por isso que eu te amo
Preciso do teu perdão Senhor
E os seus olhos são chamas
Que acendem meu coração de amor

E é por isso que eu te amo
Preciso do teu perdão Senhor
E os seus olhos são chamas
Que acendem meu coração de amor
(Tribo de Louvor-Bola De Neve Church)

"Deus usa as circuntância a nosso favor"



Deus costuma usar a solidão. Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos. Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos. Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando querNos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos. Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando querNos mostrar a importância da vida.


(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 31 de março de 2010

"Não há amor maior" (Isaías 53.4-5) ღ ·٠•




"Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças; [...] mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. " (Isaías 53.4-5)

Todo o capítulo 53 do livro de Isaías é maravilhoso, e nos ajuda a compreender o significado do sacrifício de Cristo por nós. Ali está descrito, profeticamente, o que aconteceria no momento da crucificação. A cada versículo somos inundados pelo amor demonstrado por alguém que, sendo totalmente livre de culpa, assumiu o peso das nossas iniquidades, transgressões, enfermidades, simplesmente por amor. Que nesta semana em que se comemora a paixão e a ressurreição de Cristo, possamos refletir sobre esses acontecimentos e, também, se temos vivido de maneira que agrade a Ele.



(Semana abençoada)

sexta-feira, 5 de março de 2010

"Uma Luz na Caverna" de Max Lucado



Eles estão vindo como amigos, amigos secretos — mas amigos de qualquer jeito. "Você pode deitá-lo agora, soldado. Eu vou cuidar dele."

O sol da tarde está alto enquanto eles ficam de pé, em silêncio, no monte. Tudo parece mais quieto do que antes. A maior parte da multidão foi embora. Os dois ladrões ofegam e gemem, pendurados ali, prestes a morrer. Um soldado encosta uma escada na árvore do centro, sobe nela e remove a estaca que prende a viga de apoio da cruz. Dois dos soldados, contentes ao ver o fim do dia de trabalho, ajudam na tarefa pesada de colocar a cruz de cipreste e o corpo no chão.

"Cuidado agora", diz José.

Os pregos de 12 cm são retirados da madeira dura, libertando as mãos frouxas. O corpo que revestia o Salvador é levantado e colocado sobre uma rocha grande.

"Ele é todo seu", diz a sentinela. A cruz é posta de lado, para ser levada em seguida ao depósito até a próxima requisição.

Os dois não estão acostumados a este tipo de trabalho. Mas suas mãos se movem rapidamente, cumprindo a tarefa.

José de Arimatéia se ajoelha por trás da cabeça de Jesus e enxuga com ternura a face ferida. Com um pano macio e molhado ele limpa o sangue que escorreu no jardim, devido aos açoites e à coroa de espinhos. Feito isto, ele fecha os olhos bem fechados.

Nicodemos desenrola os lençóis de linho levados e os coloca na rocha ao lado do corpo. Os dois líderes judeus levantam o cadáver sem vida de Jesus e o põem sobre os lençóis. Partes do corpo são agora ungidas com especiarias perfumadas. Ao tocar as faces do Mestre com aloés, Nicodemos não consegue conter a emoção. Suas lágrimas caem sobre o rosto do Rei crucificado. Ele faz uma pausa para enxugar outra. O judeu de meia-idade olha tristemente para o jovem Galileu.

E um tanto irônico que o sepultamento de Jesus fosse conduzido, não por aqueles que se gabaram que jamais o deixariam, mas por dois membros do Sinédrio, dois representantes do grupo religioso que matou o Messias.

Todavia, de todos os que eram devedores daquele corpo sofrido, ninguém devia tanto quanto aqueles dois. Muitos tinham sido libertados dos abismos profundos da escravidão e doença. Muitos foram encontrados nos túneis mais escuros, túneis de perversidade e morte. Mas túnel algum jamais foi mais escuro do que aquele do qual esses dois homens foram resgatados.

O túnel da religião.

Não existe outro mais sombrio. Suas cavernas são muitas e seus abismos profundos. Seu desagradável mau cheiro subterrâneo é produto de boas intenções. Seu labirinto de canais está repleto de desorientados. Suas trilhas estão cobertas de odres de vinho e bebida derramada.

Você não desejaria levar uma fé incipiente para este túnel. As mentes jovens e inquisitivas logo se estragam na escuridão mortiça. As novas perspectivas são ignoradas a fim de proteger as frágeis tradições. A originalidade é desencorajada. A curiosidade sufocada. As prioridades desconsideradas.

Cristo só teve palavras fortes de censura para os que habitam nas cavernas. Ele os chamou de "hipócritas". Atores sem Deus. Construtores de barreiras. Juízes inflexíveis. Podadores sem autorização. Detalhistas inúteis. "Guias cegos". "Sepulcros caiados". "Víboras." Bang! Bang! Bang! Jesus não tinha tempo para os que se especializavam em fazer da religião um deus da guerra e da fé uma corrida pedestre. Não lhes dava qualquer oportunidade.

José e Nicodemos também estavam cansados. Haviam experimentado tudo. Tinham visto as listas de regras e regulamentos. Observaram o povo tremer sob os fardos insuportáveis. Ouviram as discussões intermináveis sobre detalhes legalistas. Usaram as vestimentas e se sentaram nos lugares de honra, vendo a Palavra de Deus ser usada em vão. Puderam perceber que a religião se tornara uma muleta que aleija.

Eles queriam livrar-se de tudo isso.

O risco era grande. A alta sociedade de Jerusalém não aprovaria a atitude de dois de seus líderes religiosos sepultando um revolucionário. Mas para José e Nicodemos a escolha era óbvia. As histórias contadas por aquele jovem pregador de Nazaré continham uma verdade que jamais fora ouvida na caverna. E, além do mais, eles preferiam salvar suas almas do que suas peles.

Levantaram então vagarosamente o corpo e o levaram para o túmulo novo. Ao fazerem isso, acenderam uma vela na caverna.

Supondo que esses dois homens estivessem observando o mundo religioso durante os últimos dois mil anos, eles teriam provavelmente descoberto que as coisas não mudaram tanto.

Existe ainda uma grande parte de mal vestindo as roupas da religião e usando a Bíblia como um malho. É ainda moda usar títulos sagrados e correntes santas. E continua sendo ainda verdade que é preciso encontrar fé apesar da igreja em lugar de na igreja.

Eles observaram também, no entanto, que no momento em que os religiosos ficam religiosos demais os retos ficam retos demais, Deus encontra alguém na caverna que acende uma luz. Ela foi acesa por Lutero em Wittenburg, por Latimer em Londres e por Tyndale na Alemanha. John Knox soprou as brasas como um escravo das galés e Alexandre Campbell fez o mesmo como pregador.

Não é fácil acender uma vela numa caverna escura. Todavia, aqueles dentre nós cujas vidas foram iluminadas por causa desses homens corajosos são eternamente gratos. De todos os atos de esclarecimento, não há dúvida qual foi o mais nobre.

"Você pode deixá-lo agora, soldado. Eu cuidarei dele."

quinta-feira, 4 de março de 2010

“Uma mulher de coragem"



Lucas 7:36-50

Temos receio de tudo o que é novo em nossas vidas: seja um corte novo de cabelo, um novo emprego, etc. Somos ameaçadas por aquilo que nos impede de avançar: o medo.<

A Palavra do Senhor em Lucas 7:36-50 retrata a história de mulher de coragem. O que levaria uma mulher, na condição de pecadora, a estar em um jantar? Ela não fora convidada. O que as pessoas pensariam? Aquela mulher pecadora, porém, não se preocupou com o pensamento dos outros, nem com a situação em que ela se encontrava, antes teve coragem em prosseguir. Precisamos de coragem para realizar aquilo que o Senhor tem preparado para as nossas vidas. O Senhor nos ensina a enfrentarmos o medo, vencermos as barreiras existentes em nós. Quantas oportunidades em sua vida foram perdidas por causa do medo? Aquela mulher pecadora sabia o porquê de estar ali, sabia que seria alvo de comentários, exposição; mas ela venceu a barreira do medo.

Deus deseja que sejamos mulheres de coragem, com espírito de ousadia e intrepidez. Receba este poder: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação." (2 Timóteo 1:7). O medo que muitas vezes tem te tirado a paz, não vai mais tomar conta de sua vida. Lance-o fora: “ No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo." (1 João 4:18). Lembre-se de tudo que o Senhor já fez em sua vida: “Mas, agora, assim diz o Senhor, que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és ‘minha’." (Isaías 43:1).

Assim como aquela mulher, Jesus deseja que tenhamos foco, objetivo. Ela sabia de suas fraquezas e limitações, mas a vergonha não a paralisou. Quantas vezes esperamos que alguém faça por nós, aquilo que nós devemos fazer? Prossiga, olhe para o alvo que é Jesus. Promova uma mudança, o Senhor espera isso de você. A mulher levou ao Senhor um vaso de alabastro com ungüento. Esse vaso levava o que era mais precioso; ela ofereceu o seu melhor. E você, tem oferecido o seu melhor? As primícias, ou o as sobras de sua vida? Seja em dízimos, ofertas, tempo, oração, busca... Lembre-se que a dor da mudança é melhor do que a dor do pecado. Aquela mulher se prostrou aos pés de Jesus, rasgou o seu coração, pois se importava apenas com a presença do Pai.

O que tem sido prioridade em sua vida? Estamos muitas vezes tão preocupadas com nossa beleza exterior que nos esquecemos do principal, o que nos mantém de pé: a PRESENÇA de Jesus. Tudo quanto você fizer, faça ao Senhor, não se preocupe com homens, não espere recompensa e reconhecimento humano, antes busque as repostas no seu Pai de Amor. Qual é a sua realidade: crítica como os fariseus ou arrependida como a pecadora? Lembre-se que o tamanho do seu amor a Deus, é o tamanho do seu perdão. O Senhor é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a injustiça. (1 João 1:9).

Seja como aquela mulher que não se envergonhou, antes humilhada e ferida, prostrou-se diante do Senhor, entregou a sua vida sem medo e sem reservas. Não se importou com o julgamento e com olhares. Declare seu amor por Jesus!

Deus a abençoe,

Pra. Milla (Bola de Neve Church)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"Sinto saudades de você todos os dias"


Às vezes eu fecho os olhos, inspiro e procuro sentir a presença de quem já não está por perto. É um método que eu inventei a dias atrás..., e uso sempre quando o amor se transforma em saudade.
Os grandes amores existem. As grandes paixões existem. Eles existem. Eles simplesmente existem. Eu desejo que todo ser humano possa sentir o que eu um dia já senti. Somente uns poucos minutos daquele entorpecimento juvenil, daquela inundação de sentimentos que enlouquecem, daquela loucura toda que te envolve, te amedronta, aquela confusão monstruosa que vivi quando amei. E quando fui amado. Uma paixão avassaladora que me fez acreditar que eu ainda permanecia vivo. Vivo e amando. E amado. Mas, agora, eu fecho os olhos para dormir. A cama cresceu tanto de tamanho, o meu peito cada vez está menor. E muito mais vazio. Ninguém a me ninar. A minha mão não encontra a sua. Eu quero uma receita para se esquecer um grande amor, o senhor tem aqui para vender? O preço não me interessa, eu só quero poder seguir em frente. Nem precisa ser em frente..., basta seguir. E o vazio logo aparece, não dá um minuto de folga (“meter a cara no trabalho” é algo que também não tem funcionado). O telefone não toca naquela hora, a minha caixa de e-mails não tem pena de mim, já não tem novidade boa a me contar. Uma sensação leve e prematura de derrota logo se apodera da gente. Depois ela cresce. Já não é mais sensação, é derrota mesmo. Eu não tenho mais para quem escrever os meus defeituosos poemas, a quem dedicar meus pensamentos, quem vai me acalmar quando a agonia aparece sem avisar? Eu me sinto tão sozinho. Por vezes eu nem me sinto. Meus olhos não vertem lágrimas, o meu coração não dispara. Será mesmo que estou vivo? Ainda nem maldisse toda a minha sina e mazela, nem afoguei minhas mágoas na cachaça libertadora, também não há outro perfume no meu corpo. Viver é amar, um dia me explicaram direitinho. Eu era inocente e acreditei. Só inocentes e tolos crédulos aprendem isso, eu tive o azar de ser um deles. Nem ouso reclamar.
Quando acordei foi em você que eu pensei. Provavelmente pensei em ti durante toda a noite também, mas dessa vez tive a sorte de não recordar. Não importa como minha vida esteja seguindo, é sempre em seu sorriso que meus pensamentos se convergem. Não há fuga nem plano B. Eu aprendi que não é te esquecendo que irei me livrar de você. Não importa quanto tempo transcorra, jamais me esquecerei daquela noite, aquela, quando estupefata você ouviu minha curtíssima e derradeira declaração de amor. Metade do tempo eu reflito sobre o que ela significou e o que ela irá se tornar em alguns parcos anos. Logo, meu coração será de outro, assim eu espero, e essa frase eu voltarei a dizer. Mas não para ti, jamais para ti, nunca mais para ti... Você será apenas uma lembrança, feito tantas outras, e eu serei apenas uma lembrança para você... feito tantas outras.
Quem errou mais? Isso não importa agora, logo, posso ficar com toda culpa pelo nosso fracasso. Sempre sonhei com algo diferente, como nos contos de fadas e nos pagodes de mesa. A realidade foi deveras distinta disso, só Deus é testemunha das minhas queixas. Mas, nesse momento, nada disso importa, nada do que doeu agora importa. Eu vou ficar aqui, sozinha, com minhas lembranças e nosso fracasso. Vou lembrar das partes boas, para me emocionar com a saudade. Tentarei n lembrar de nenhuma briga, nem nada disso! Eu quero uma receita para esquecer dos momentos ruins, dos bons eu não preciso. Não preciso e não quero. Para que esquecer do que me orgulho? Do que me fez feliz? Deixa a saudade me machucar, uma hora ela se cansa. Eu não abro mão de recordar o quanto fomos felizes. Acabou, mas não sem muito amor. É o fim, mas não antes de muitas promessas de eterna felicidade. Eu busco isso a cada instante de minha vida.
Mas agora ele está lá e eu aqui. Ele está lá seguindo a vida dele, e eu estou aqui, seguindo a minha. Ele esta lá vivendo a vida dela como se nada tivesse acontecido. Acho, realmente não sei dizer Eu aqui, não triste, mas saudosa. Às vezes eu olho para os céus para descobrir se sinto algo de novo. Quem sabe um daqueles meus suspiros. Passo horas olhando as estrelas, sem entender por que elas brilham. Elas deveriam fazê-lo somente quando você fosse meu, não em qualquer situação. Mas você segue a sua vida, almoça feliz e se diverte enquanto procuro a receita para te esquecer. Sei que não irei sofrer, o que me castiga é a saudade. Não irei chorar, nem lamentar, tampouco desejar a morte. Irei apenas seguir em frente, sozinha agora, às vezes pensando: o que será que ele faz nesse momento?, agora que chove lá fora! O que será que ele faz? Será que pensa em mim? Será que sorri? Eu abro os braços para envolver a minha vida.
Preciso te dizer a verdade: se isso acontecer, eu vou sofrer sim, meu coração só existe para amar de novo, espero que você entenda. Eu sigo a minha vida por aqui, você continue a sua por aí. Se consegui a receita para se esquecer de um grande amor? Não, parece que isso não existe mesmo. A minha é seguir em frente, então, e quando não der, chorar, não há problema nenhum isso, quem aprende a amar, aprende a chorar também Eu aprendi, pratiquei contigo, jamais te esquecerei.

(Eu mesma)
http://www.pensador.info/autor/Eu_mesma/